quinta-feira, 1 de março de 2012

O CFM já tomou jeito. Quando vai ser a vez do CFO?

Recentemente o Conselho Federal de Medicina (CFM) numa atitude corajosa e inédita, aprovou acordo com com parâmetros éticos para a relação médico indústria farmacêutica. Para ler na íntegra o texto clique aqui.
Em outras palavras, acabou a mamata e a promiscuidade entre médicos e/ou entidades de classe com laboratórios farmacêuticos. Já era hora de isso acabar e a sociedade civil agradece, pois é inadmissível prescrição de medicamentos casada com indicação de laboratórios, principalmente os de manipulação. Acabou o financiamento de laboratórios para congressos, viagens e outras mordomias. Acabou a certificação de sociedades médicas a alimentos e produtos, o que daria mais idoneidade para estimular vendas.

"Para o presidente do CFM, Roberto Luiz d’Avila, a iniciativa atesta que a relação entre médicos e a indústria evolui para um novo patamar. “Ganhamos em transparência e em respeito. Isso sem contar na autonomia e na liberdade que os médicos e suas entidades de representação conquistam no momento de expressar suas opiniões, ideias e análises”, ressalta."
 
Foi um grande avanço e o CFM está de parabéns. Espero que o Conselho Federal de Odontologia (CFO) siga o exemplo, pois a promiscuidade é a mesma. Como a SOBRAPE ou a ABOPREV vai criticar a Colgate na sua propaganda enganosa "Colgate Total 12", se os boletins e jornais dessas entidades são distribuídos aos dentistas através da mala direta da Colgate? 
E as certificações de produtos feitas pela ABO? Mais parece um "estímulo científico" para gerar lucro as empresas do que proporcionar uma indicação isenta aos consumidores.
Órgãos representantes de classe devem ser isentos para fiscalizar e combater as falsas promessas veiculadas por empresas que estão mais comprometidas com lucros do que com a saúde bucal.

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