quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

O Dentista e a Intolerância Religiosa

Ontem no início da noite recebi um telefonema do meu filho, Davi, com um apelo comovente para qualquer pai "babão": "Papai, estou com muita saudade de você. Quero dormir contigo!" Não foi um pedido, mas uma intimação. E como recusar um pedido tão veemente de uma criança de cinco anos? Apesar de não morarmos juntos estou sempre com o Davi. Um relacionamento amistoso e respeitável com a mãe dele possibilita isso. Então, saí do consultório e rapidamente fui ao seu encontro. Estando atualmente sem carro, peguei um ônibus e fui para a casa da mãe do Davi. Chegando próximo, estava caminhando pela rua quando de repente passa por mim um carro e um dos ocupantes grita o seguinte: "Pai de santo fdp!", e vai embora sem se identificar. Um ato de ofensa puro e injustificado...
Fiquei na bronca por duas razões:
  1. Ser ofendido de graça e não poder reagir. O cara me xingou e fugiu.
  2. Ser confundindo com Pai de santo. Sou dentista e evangélico. Minha roupa é da marca Pool e tem bom caimento. Meu sapato é tipo "sapaconfort" e achava que não tinha esse perfil de seguidor de religião afrobrasileira. Mas pelo visto tenho... rss
E mesmo se fosse da Umbanda ou Candomblé não admitiria esse tratamento desrespeitoso contra uma religião que só tem como finalidade promover a felicidade das pessoas.
Fico abismado com o comportamento de uma minoria que em pleno século das inovações tecnológicas, mantém suas mentes retrógradas ligadas a Idade Média, onde a intolerância religiosa era regra...
Bem, sendo confundido ou não continuarei a andar de branco!

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