segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Começo dizendo que ele não gosta muito do sobrenome "Rosa" (talvez possam pensar que ele é irmão do prof. Jaime Rosa, da Radiologia). Por isso, vamos ficar somente no nome que ele gosta de ser chamado: Prof. Aristides Pinheiro. Inicialmente da disciplina de Endodontia, nos últimos anos está à frente do Departamento de Implantodontia, fazendo com que esta especialidade tenha cada vez maior destaque na faculdade de odontologia da UFF. Meu convívio com o prof. Aristides foi meio conturbado de início. Na disciplina de Endo 5 foi meu orientador. Esta disciplina era para aprendermos a fazer tratamento endodôntico em molares e o prof. Aristides era contra alunos de graduação fazerem endo em molares. Para ele este tipo de tratamento deveria ser feito por especialistas, mas foi voto vencido e teve que nos aturar... hehehe.
Mas a grande verdade é que o prof. Aristides sempre foi incompreendido com a maioria dos seus pares. Isto deve-se ao fato de sua formação militar, e, como todo militar de vocação, sempre está lendo os regulamentos e procurando enquadrar todas as suas atitudes dentro deles. E como o corpo docente da FOUFF nem sempre está disposta a seguir regulamentos, volta e meia acontecia desentendimentos nas reuniões de departamento.
Voltando a Endo 5, fiquei participando do seu grupo e para piorar minha situação escolhi um paciente que atendia na clínica de Dentística e que estava com uma pulpite num terceiro molar superior. Ele já era contra acadêmico fazer endo em molar e eu cheguei com a maior cara de pau com um paciente para endo de terceiro molar! O Aristides ficou uma fera comigo e disse que é para me virar! Como também era militar naquela época, fiz o que o Cap. Nascimento disse no filme Tropa de Elite: "Missão dada é missão cumprida!", e fui à luta. Pesquisei, li tratados sobre o assunto e pedi orientações a outros professores. Passada algumas semanas consegui obturar o molar com êxito, segundo ele mesmo disse.
Certo dia, já formado e trabalhando juntos em eventos na faculdade, ele me chamou num canto e lembrou daqueles dias. Disse (rindo) que estava torcendo para eu não dar conta do recado, pois iria me reprovar e levar o caso para a reunião do departamento de endodontia, mas eu finalizei o caso com precisão e eficiência e ele não teve outra alternativa de me aprovar!
A partir de minha participação na Jornada Fluminense de Odontologia nos tornamos amigos. Ele me concedeu várias oportunidades dentro da faculdade: Participação em palestras para novos acadêmicos, estágio na disciplina de implantodontia, bolsa para realizar os cursos de atualização em cirurgia e prótese em implantodontia, mestrado e em vários outros eventos na faculdade.
Passou por momentos difícieis na vida pessoal e na disciplina de implantodontia, mas sempre manteve a postura ereta da honestidade e dignidade. Nestes momentos tive a oportunidade de encontrá-lo e com um abraço afetuoso demonstrar a minha solidariedade naqueles dias nebulosos.
Mas, como já dizia na Bíblia: "Um choro pode durar uma noite, mas a alegria vem pela manhã", o prof. Aristides superou tudo isso e numa visita que fiz ao seu consultório tempos atrás, passou-me sua vibração em seus novos projetos e realizações.
A este querido mestre, minha gratidão e reconhecimento pelos ensinamentos e amizade!

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