terça-feira, 20 de abril de 2010

Quando o costume inibe mudanças

Quando saio do consultório utilizo determinada linha de ônibus para chegar em casa. Nesse trajeto eram cobrados dois tipos de passagens de acordo com a extensão da viagem. Em determinado ponto do trajeto há um posto de fiscalização da empresa para controlar essa transição de preços das passagens. Neste posto de fiscalização a conferência dos passageiros e o preenchimento de documentos faziam com que o ônibus ficasse parado por cinco minutos no mínimo, o que é uma eternidade pra quem está doido pra chegar em casa. Acontece que um acordo feito com o governo do estado instituindo o bilhete único, acabou com as várias tarifas cobradas e agora é um único preço em todo o trajeto e o posto de fiscalização deixou de ser necessário. 
Contudo, os motoristas continuam parando neste posto, continuam demorando o mesmo tempo atrasando a viagem tanto deles quanto de nós passageiros. Não há mais a necessidade de esperar, mas eles esperam mesmo desagradando a todos.
O costume engessa iniciativas e inibe mudanças. Pessoas dizem "isso sempre foi feito assim, por que  mudar?". De certa forma o costume é bom, pois determina procedimentos que facilitam a nossa vida, mas nunca devemos deixar de ter em mente que o mundo passa por mudanças e precisamos acompanhar essas mudanças, sob o risco de ficarmos pra trás.
Devemos manter a essência do costume no que se refere a tratar bem as pessoas, ao bom humor, a solidariedade e a disposição de ser melhor a cada dia. Entretanto, devemos estar sempre aperfeiçoando a maneira em que exteriorizamos esses sentimentos e iniciativas. Caso contrário vamos perder tempo na viagem da vida parando onde não há mais necessidade de parar...

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