sexta-feira, 16 de abril de 2010

Estética: Trilhar o caminho da subjetividade


Meu conceito de beleza é quando as imperfeições de algo ou alguém se harmonizam. A simetria é feia na maioria das vezes, pois dá uma sensação de artificialidade.
Na odontologia trabalhamos o tempo todo com estética. Até a endodontia tem estética. Ficamos “babando” quando vemos um canal obturado perfeitamente seguindo toda a curvatura da raiz, preenchendo os canais colaterais até chegar no limite apical. Se preencher o delta apical aí é realização total!
Entretanto, o senso estético real é aquele que o cliente vê: O sorriso, a linha gengival, o contorno labial, o posicionamento dos dentes e a harmonia com o restante da face. O somatório disso tudo é a satisfação ou não do cliente, e, consequentemente, seu prestígio como profissional.
A estética é tremendamente subjetiva. O que acho bonito não é necessariamente o que você acha que é, e por aí vai. Então, a primeira lição que devemos tomar nos tratamentos estéticos que realizamos, é levar em consideração o que nosso cliente acha que é estético, bem como sua família e amigos.
Por exemplo, na confecção de uma prótese total é fundamental a participação da família e dos amigos mais chegados na decisão final. Deixar o cliente decidir sozinho é temerário. Você decidir sozinho é insucesso na certa!
Todas as partes envolvidas devem opinar, porque a maneira de ver o problema é diferente entre as pessoas e essa diversidade faz com que o resultado final seja satisfatório a todos.
Para que a subjetividade não mine o êxito do seu trabalho, procure faze-lo em conjunto com seu cliente. Deixe-o participar do processo, porque, afinal de contas, ele vai usar o resultado final todos os dias. E você não vai querer que seu cliente fique se lamentando todos os dias diante do espelho. Isso não seria saudável para as futuras indicações, não é mesmo?

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