sexta-feira, 16 de abril de 2010

Arrisque. Pelo menos você tentou...


Por natureza o ser humano não gosta de correr riscos. Quanto mais garantido melhor, pois riscos correspondem à possibilidade de perdas e ninguém quer perder...
Todavia, os grandes avanços da humanidade devem-se a pessoas que arriscaram, que apostaram tudo que tinham num sonho. Alguns ganharam, outros perderam, mas todos tentaram!
Penso que o que dá sentido a vida é arriscar-se. É tentar o que ninguém tentou, é sair da zona de conforto é criar algo novo.
Ao longo dos anos somos ensinados por nossos pais a sermos seguros, a termos um emprego estável. Afinal de contas, é bom ter um fixo no final do mês, mas até quando isso é saudável? Até quando isso vai minando o instinto de desbravar o desconhecido? Até quando é bom ser mais um na multidão?
Vejo o serviço público como um grande castrador de iniciativas que poderiam melhorar em muito o mundo em vivemos. A pessoa entra no serviço público em busca da estabilidade, do salário garantido e logo a ociosidade de idéias, o conformismo, a expectativa de aumento salarial que nunca vem e o pensamento final “eles fingem que me pagam e eu finjo que trabalho” domina a mente e o corpo. Ao final de 30 anos de trabalho fingido ele olha pra trás, deprimido, vendo que perdeu toda uma vida de realizações em troca de “estabilidade” Pra que? Pra viver uma vida medíocre. Parece até que sou contra o serviço público, mas não o sou. Fui funcionário público por 16 anos e sei o quanto é importante para o bom funcionamento do país as instituições públicas. Contudo, essa minha divagação sobre o conformismo e a inércia deve-se às pessoas que querem viver como parasitas e não como pessoas vocacionadas para o serviço público.
Está cansado do seu emprego? Mude para outro. Está cansado do lugar onde vive? Mude-se? Está enfadado de um relacionamento? Termine e comece outro. Sua religião não atende suas expectativas espirituais? Veja outras formas de se encontrar com Deus.
Mas, por favor, faça alguma coisa! Saia do marasmo e tente! Saia da zona de conforto e realize algo.        Não fique dependendo de promessas de outros. Faça você mesmo. Você se basta!
Arrisque. Se não der certo você poderá dizer para si mesmo que “pelo menos tentei”. Sua posteridade irá agradecer sua iniciativa e começará de onde parou.
É dessa forma que as gerações se aperfeiçoam.

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