quinta-feira, 4 de março de 2010

Tratar de crianças é fácil. O problema são os pais...



A decoração do meu consultório é diferente. Por cima da cor lisa das paredes, fiz grafites mimetizando o céu. Por causa disso, perguntam se sou odontopediatra. Digo que não, mas atendo crianças, poucas, mas atendo.
Gosto de atender crianças, pois podemos fornecer informações que proporcionaram a elas um sorriso bonito a vida toda, e o que é mais importante que o sorriso será natural. Nada de próteses ou implantes. Dentes naturais brancos e bonitos que farão uma tremenda diferença na vida profissional e afetiva futuramente.
Porém, algumas crianças se desesperam quando entram no dentista. Encaram o tratamento dentário como uma sessão de tortura. Onde elas aprenderam isso? Com os pais! Infelizmente, alguns pais passam seus medos para os filhos. Encaro isso como uma atitude covarde e mesquinha. Se um adulto tem medo de dentista ele não deve passar isso para o filho. Ele não tem culpa.
Além de passar o medo para criança, alguns pais vão mais longe ainda. Entram com a criança e ficam com aquela cara de desespero quando o dentista vai tratar do seu filho. Nestes casos chamo a atenção e convido o adulto a sair da sala de atendimento. Não dá para atender assim...
Por isso, só atendo crianças que são cooperativas. Se não cooperar nem começo o atendimento e aviso aos pais que a consulta será cobrada, havendo atendimento ou não. É uma medida que tomei para não perder tempo em tentar, sem sucesso, atender uma criança traumatizada pelos pais.
Uma boa medida para evitar esses dissabores é fazer uma consulta de revisão a cada seis meses (veja em  Consulta de Revisão).  A criança se acostuma com o dentista e perde o medo, pois suas visitas são sempre tranqüilas. Se houver necessidade de um tratamento mais invasivo o laço de confiança já foi estabelecido entre a criança e o dentista, o que facilitará a realização do procedimento.
Não preste este desserviço ao seu filho, pois tratar de uma criança é a melhor coisa do mundo!

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