quinta-feira, 18 de março de 2010

Tô cansado de historinha!


Minha primeira experiência com historinha foi com meu pai. Eu queria uma bicicleta de corrida e tinha um cara vendendo uma muito bonita. Meu velho estava duríssimo, mas foi assim mesmo ver as condições. Chegando lá quase me abracei à bicicleta enquanto meu pai negociava. Ao final do papo meu pai disse pro cara que estava para sair um serviço e ele ia ganhar uma grana boa. Assim que ganhasse ele voltaria pra comprar a bicicleta. Já se passaram 35 anos e eu e o cara estamos esperando até hoje a “grana boa” aparecer...
Não pensem que estou sendo cruel com meu pai. Posteriormente ele me deu outra, menos bonita, mas que guardo até hoje. Já a reformei várias vezes ao longo desses anos. Gasto até mais do que se comprasse uma nova, mas não esqueci até hoje aquela “historinha” do velho.
No consultório o que aparece de historinha não é brincadeira. É cara fazendo orçamento de reabilitação e não tem grana nem para pagar um cafezinho, é outro que pede para consertar a prótese e promete que assim que sair a grana de que tem direito (aí as fontes são várias: INSS, justiça, indenização trabalhista) vai fazer o tratamento. Historinha, pura historinha...
Outros ficam inadimplentes comigo e para justificar o atraso nos pagamentos contam historinhas tristes (mãe doente, carro quebrou, ficou desempregado, e assim vai). Mas a historinha que me deixa irritado é aquela do cliente que não me paga, não dá uma satisfação e ainda tem a cara de pau de vir ao meu consultório contar vantagem. Pô, aí já é sacanagem!!
De historinha já to cansado. Quero sugestões, justificativas, pedidos e propostas convincentes. Quero situações palpáveis para que possa saber o princípio, meio e fim.
O bem estar do consultório depende disso.
Então, por favor, não me venha com historinha.
Meu ouvido não é penico!

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