quinta-feira, 18 de março de 2010

Se não podes ajudar, pelo menos não atrapalhe!

Quando entrei no Exército para prestar o serviço militar obrigatório, resolvi seguir carreira. No mesmo ano prestei concurso para a Escola de Sargentos e fui aprovado. Fui direto do quartel que servia para realizar o curso de sargento. Quando estava quase terminando um amigo disse que quando fosse me apresentar no quartel designado, devia solicitar férias referentes ao meu primeiro ano de recruta. Eu indaguei que era período de serviço militar obrigatório, mas ele disse que quando não houvesse interrupção de prestação de serviço o militar tinha esse direito, e mostrou os regulamentos que determinavam tal direito.
Segui da escola para o quartel designado e, ao me apresentar, falei desse período de férias que tinha direito. O responsável do departamento de pessoal esbravejou dizendo que não tinha esse direito, mas contrapus apresentando os regulamentos que me facultavam tal direito. Resumindo a história o cara ficou quase um mês consultando tudo quanto era repartição para não conceder minhas férias, mas teve que se render diante das evidências. E ainda tive que ouvir “-É já chegou dando alteração...”.
O que me espantou foi o empenho do beócio em querer me atrapalhar. Ele não ganharia nada com aquilo, mas se esforçou para tentar me prejudicar.
Está cheio de gente assim no mundo, principalmente nas repartições públicas. Criam dificuldade para venderem facilidade. Que prazer há nisso? Foi por estas e por outras que pedi demissão do Exército...
No consultório deparamos com clientes assim. Começam o tratamento e no meio do mesmo somem. A gente liga, marca consulta e o cliente falta. O tratamento vai se arrastando. Um belo dia ele se lembra que estava fazendo um tratamento dentário. Aí procura o dentista e quer que o tratamento termine o mais rápido possível, pois está “demorando muito”, como fosse culpa do dentista a ausência dele.
Outro cliente propõe um plano de pagamento ao longo do tratamento e o dentista aceita, mas logo deixa de cumprir o que prometeu e paga quando pode e quando quer, deixando o planejamento financeiro do dentista completamente atrapalhado.
Realizar um tratamento dentário já é por si só uma atividade cansativa e desgastante, pois além de lidarmos com aspectos técnicos da reabilitação, temos também que ser psicólogo, conselheiro, amigo, ouvinte e assim vai. Se ainda por cima também temos que lidar com clientes que não levam seu tratamento dentário a sério ou aqueles que não cumprem seus acordos de pagamento, aí já é demais. Não tem dentista que agüente...
Querido cliente ajude seu dentista a fazer um excelente tratamento em você. É só você que tem a ganhar com isso!

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