segunda-feira, 1 de março de 2010

O que passou, passou...

Segunda-feira chuvosa. Estou na estação de ferroviária esperando minha vez de embarcar. Vou para o consultório sem vontade de ir. Vontade mesmo é de ficar em casa agarrado a um "cobertor de orelha" bem bonita. Mas acordo e volto para a realidade. Aproveito e analiso um relatório de clientes inadimplentes que fiz semana passada Como fazer para eles pagarem o que devem? É uma grana boa que tenho direito, mas presumo que vai ficar a fundo perdido. Só mesmo quando aparecer uma outra necessidade bucal é que posso incluir esse débito na conta. Os dentistas sofrem com esse tipo de coisa. O cliente vem com aquele olhar de necessitado (e realmente está), a gente faz o orçamento, ele aceita, diz que está sem cartão e cheque, a gente aceita fazer um carnê, ele para algumas prestações e quando seu problema está resolvido simplesmente ele desaparece e fico a "ver navios". Ficava culpando os clientes. São uns caloreitos! - Dizia em meus momentos de indignação. Porém, na verdade a culpa é minha, pois tornei-me fiador deles no momento que aceitei fazer seus tratamentos sem nenhuma garantia. E ser fiador de alguém, principalmente quando não se conhece, é um risco muito grande. Bancos, financeiras e lojas pedem garantias para fornecer crédito. Porque o dentista não pode pedir também? Se a pessoa está sem crédito é porque não usou seu privilégio de forma correta e acabou perdendo. Logo, esta pessoa não é totalmente confiável para conceder novo crédito. As instituições financeiras agem assim e se eu não pensar como eles irei à falência. Não quero mais saber de ser fiador. Sou dentista e ser dentista já dá muito trabalho!
Por isso fiz vários convênios para oferecer linhas de crédito para que meus clientes possam fazer seus tratamentos (ver em Formas de pagamento do seu tratamento dentário).
Desisti de analisar o relatório. O que passou, passou... Se vier é lucro!

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