quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Conversar com as pessoas é uma arte


Em meu consultório lido com pessoas o dia todo. São pessoas de sexos diferentes, diferentes opções sexuais, formação cultural, religiosa, idade e assim vai. A conversa durante o tratamento é inevitável. Como manter um papo agradável com pessoas tão diferentes? Não tenho uma fórmula mágica, mas sigo os seguintes princípios:
1.       Procuro saber de suas preferências e só converso sobre elas.
2.       Não falo de política e religião.
3.       No Futebol brinco de leve para não ofender (ainda bem que sou botafoguense) e mantenho a neutralidade.
4.       Procuro concordar com tudo (até mesmo os erros) na medida do possível.
5.       Quando percebo que a pessoa está zangada respeito seu silêncio
Enfim, procuro sempre ver o lado bom da pessoa (todos têm um lado bom) e, assim, procuro me relacionar.
Parece que essa abordagem é de puro interesse para agradar a pessoa e induzi-la a fazer o tratamento. Não penso dessa forma. Procuro relacionar-me assim com todas as pessoas. Você já reparou que é mais fácil criticar do que elogiar? É mais fácil ver defeitos do que virtudes? Isso acontece porque nós temos o defeito de sempre ver o lado ruim das coisas. Temos o gosto mórbido pela desgraça alheia. Prova disso, são os jornais e telejornais que falam de desgraça em quase a totalidade das suas edições. Fazem assim porque têm popularidade. As pessoas gostam. Você e eu...
Contudo, o ser humano é dotado do dom de observar. Observe e mude. Procure falar bem das coisas e das pessoas. Ache o que cada pessoa ao seu redor tem de bom e realce isso. Você verá a diferença!

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