segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

As dentais de hoje não são iguais as de antigamente...

Houve um tempo em que se ia numa dental para compras. Era um momento de confraternização. Lá encontrávamos colegas, os vendedores eram prestativos e conheciam os materiais. A variedade era pequena, porém você tinha uma assessoria técnica de como melhor utilizar o material. Havia sempre um vendedor que era expert em cores e formas de dentes de estoque. Dificilmente você fazia uma prótese total com dentes errados. A dental era um ponto de encontro que dava gosto de ir.
Hoje em dia cadê a dental? É tudo pelo telefone. Facilitou, mas tornou-se impessoal. Não se encontra mais os colegas. Estão cada vez mais chafurdados nos seus individualismos, nas suas “ilhas” chamadas de consultórios. Os vendedores não sabem nada, não conhecem nada. Cada dia encontra um vendedor novo. Tornaram-se descartáveis. Hoje temos uma grande variedade de materiais, mas para que servem? Quais as vantagens de cada um. O vendedor não sabe de nada. E o que é pior: Não há compromisso da indústria em fornecer o material que fabrica com uma periodicidade. Adquirimos um material e nos adaptamos bem a ele e no mês seguinte cadê o material? Sumiu. A dental não sabe nem o que você consome, para ter o material que você gosta de usar disponível.
As dentais de hoje estão em crise. Atordoadas como toda a classe odontológica de um modo geral. É hora de fazer algo diferente. Quem tiver esse discernimento vai se dar bem.

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